Antônio Mariano ALBERTO DE OLIVEIRA (1857-1937). OLAVO Brás Martins dos Guimarães BILAC (1865 – 1918). RAIMUNDO da Mota de Azevedo CORREIA (1860 – 1911). VICENTE Augusto de CARVALHO (1866 – 1924).
Fontes:
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis. http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria. Postado pela aluna:Francine poltronieri.
SONETO
A FLOR E A FONTE
"Deixa-me, fonte!" Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Cantava, levando a flor.
"Deixa-me, deixa-me, fonte!
" Dizia a flor a chorar:
"Eu fui nascida no monte...
"Não me leves para o mar".
E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.
"Ai, balanços do meu galho,
"Balanços do berço meu;
"Ai, claras gotas de orvalho
"Caídas do azul do céu!...
Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror,
E a fonte, sonora e fria
Rolava levando a flor.
"Adeus, sombra das ramadas,
"Cantigas do rouxinol;
"Ai, festa das madrugadas,
"Doçuras do pôr do sol;
"Carícia das brisas leves
"Que abrem rasgões de luar...
"Fonte, fonte, não me leves,
"Não me leves para o mar!...
" As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor...
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